segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ela, a “Eterna Insatisfação”, aos 33.

Ela, a “Eterna Insatisfação”, aos 33.
Na verdade eu nem estava esperando (ou querendo), mas eles chegaram: os 33 anos. Estão no RG, na balança, no espelho, nos óvulos, no metabolismo, na serenidade, na cara de pau mais desenvolvida, na experiência profissional de 14 anos de RH, no apurado senso estético, no humor, na paciência que aumentou para algumas coisas e diminuiu muito para outras e os inevitáveis episódios de “já vi este filme”.
Faz tempo que não escrevo, e quero escrever sobre esse “tema 33”, utilizando um exercício que o Lucas, meu colega de trabalho, me indicou: Escrever 100 coisas relevantes da vida.
Quando recebi o “desafio” logo perguntei, o que é para se considerar como relevante? Discutimos e entendi que no meu caso ”relevante positivo” é o que transforma e “relevante negativo” é o que atrapalha muito (muito mesmo) a vida. Nem sempre o que foi continuará sendo, e o que não é hoje, pode tornar-se super relevante.
Hoje, escolhi 33 relevâncias desses 33 anos de vida de Kátia Melo:
1.    Todas as minhas sessões de terapia, principalmente com a Cris. Nunca mais consegui chegar ao fundo do poço com a habilidade de antes, nem quero;
2.    Terminar o curso Universitário, com gosto, e verdadeiros aprendizados para a vida e para o trabalho;
3.    Ter contribuído com a formação profissional de algumas pessoas;
4.    Meu casamento com Alexandre em todos os seus muitos aspectos, que me fizeram um ser mais desenvolvido;
5.    Minha amiga Odiliana, mais que uma irmã, mesmo “meio de longe”;
6.    O carnaval na Bahia (“eu sou da Bahia”);
7.    Não guardar dinheiro;
8.    Trabalhar na SAG;
9.    Ter uma postura corporal muito ruim;
10.  Morar perto da minha família;
11.  Não dirigir;
12.  Não bater de frente (isso, eu estou melhorando e já tenho resultados);
13.  O curso de pinturas especiais, e cada parede que pintei;
14.  Sentir felicidade pelo outro, em uma intensidade poderosa (Osana, Otávio e Flávia)
15.  Meu trabalho na Talent, com pessoas tão especiais;
16.  Não falar inglês;
17.  Fazer meu primeiro estágio na Ford e conhecer “um novo universo”
18.  Querer agradar a todos;
19.  Mania de adiar;
20.  Escolher Secretariado ao invés do Magistério;
21.  Mania teimar em fazer o ótimo, e não fazer o bom;
22.  A época que morei sozinha;
23.  O Yôga, a mamoplastia, O RPG;
24.  Meu trabalho na YKP e Cia
25.  Pagar o convênio da minha mãe;
26.  Julgar demais, os outros e a mim;
27.  Amar os meus pais, do jeito que eles são, e que eu sou;
28.  A morte de minha avó, que evidenciou o quanto dela está em mim e na maioria dos integrantes da família;
29.  Minha amizade com Ale Yoshida;
30.  O exercício de ficar sem falar mal um ano de uma pessoa (eu consegui!);
31.  Por algumas vezes, perdoar de verdade
32.  Não aprender que não devo passar por cima do meu feeling
33.  A “eterna insatisfação”, que sempre esteve presente, diferente da insatisfação que leva pra frente e motiva, é a insatisfação com um fundo de frustração, amargura, arrependimento, inveja, uma coisa ruim, uma sombra...
Sinto que aos 33 anos a “eterna insatisfação” tem dias de ausência, muitos de latência e outros de explosão, que fazem sombra na alma, que a cada ano é mais leve mesmo assim. Boa aluna essa minha alma...
Ps. Saldo Positivo!

Um beijo,

Kátia Melo

terça-feira, 1 de março de 2011

Procura-se: Pessoas "Mão no Fogo Total"

Um colega da SAG comentou que teria um profissional para indicar para uma das vagas que estou trabalhando, e fez o entusiasmado comentário: "Kátia, esse cara eh mão no fogo total”. Na hora eu ri, e fiquei com essa “expressão” na mente por algumas horas, depois dias.
Primeiro fiquei procurando quem seriam as minhas pessoas “mão no fogo total”, conclui que são poucas, talvez uma L
Tento concluir novas definições para “mão no fogo total” e acredito que  essas pessoas não são aquelas que fazem tudo certo – essas não existem - mas são as que podemos confiar que  farão o melhor com o que sabem, sempre vão buscar mais, e-v-o-l-u-e-m, fazem cada vez melhor... e são inspiradoras.
Procuro mais pessoas “Mão no Fogo Total” para trabalhar, serem amigas, e meus ídolos.
Tenho certeza que existem muitas pessoas dessa "categoria", e muitas vezes elas mesmas ainda não se descobriram.
Sejamos  “mão no fogo total”
Um beijo, Kátia Melo

Carnaval

Carnaval
Carnaval... eu adoro o Carnaval, e adoro todos os “tipos”que já pude ver, de perto ou de longe.
Até determinada época na minha vida, entre tudo o que eu chamava de sonho , o que era sonho mesmo era ter um carnaval, “unzinho” que fosse, em Salvador;  E quando eu menos esperava, depois de uma avalanche de grandes mudanças, desencontros,  desesperos, ilusões, lições, erros, dores e amores, como mágica, aconteceu: eu fui!
Chegando ao aeroporto em Salvador já havia uma festa, e assim foram todos os outros quatro dias: festa, feliz, felicidade...
Foram dias de liberdade, cores, colares, poses e muitas risadas, até chorar de alegria.
Todas as pessoas, as praias, os coqueiros, as fitinhas, os sotaques, a tal energia “que saia do chão”, tanta diversidade, foi tudo além das minhas expectativas, e além do sonho.
Depois seguiram muitos Carnavais no sofá, sem lembranças.
Todos os comentários sobre o comércio, a exploração dos mais pobres, a segregação das pessoas, a alienação do país e tantos outros pontos negativos, não apagam todo o meu adorar pela festa do Carnaval.
Adoro especialmente aquele Carnaval de sonho que vivi, e adoro todos os outros que virão, posso não estar em uma festa, mas a festa de "brincar de ser feliz" sempre estará dentro de mim.

Um beijo, Kátia Melo


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ela, A Voz

Ela, “A Voz”, é um exemplo perfeito do que são TodasElasJuntas.
É a soma de tudo que as outras aprenderam, passaram e viram - aprender, passar e ver são coisas completamente diferentes - que deixam marcas de diferentes intensidades, ou não deixam nada.
Ela sempre existiu, nasceu com a gente, há quem acredita que vem de “outras vidas”. Inconscientemente e conscientemente é alimentada, pelas nossas experiências “diretas e indiretas”.
Mora dentro da alma, às vezes parece que se esconde, mas a maioria das vezes é escondida, trancada, até seqüestrada. (Por nós mesmas)
É mais que intuição, é mais que “feeling”, é mais que sexto-sentido... é tudo isso.
Nos últimos anos, a Minha Voz, desenvolveu-se especialmente para os pontos relacionados ao trabalho, com certeza porque só tenho trabalhado nos últimos anos, e também porque são fatos que sempre se repetem, muitas vezes com personagens diferentes, nos mesmos papéis, comumente em outros cenários e infelizmente com os mesmos decepcionantes resultados...
Ignorar  a Voz nesse contexto, tem sido cada vez mais dolorido. E confesso: há um controverso alívio, quando no meio do caos reflito um minuto e percebo que de alguma forma eu já sabia que ia acontecer, que a voz já tinha me “dito”, é a prova que Ela não desiste e está comigo, cada vez mais sábia e forte, basta coragem para consultá-la, escutá-la, acolhê-la e respeitá-la, o que pode no início dar muito trabalho, parecer impossível, mas vamos lá, conseguimos, conseguiremos.
Assim como TodasElas, Ela pode errar, mas deixe-a agir. Permita-se conhecer o poder da SUA Voz e mais ainda, faça dela a maior aliada de TodasElasJuntas.
Um beijo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

TodasElasJuntas

TodasElasJuntas, deve ser um organizador e compartilhador de experiências, desejos, dúvidas e idéias.
TodasElasJuntas, pode representar parte do certo equilíbrio que chegou depois dos trinta e pouco anos, depois de procurar ser UMA determinada mulher e passar a aceitar ser muitas, que se juntam, se separam, se fortalecem, se confundem e nessa dinâmica produzem momentos de amor e felicidade, reflexão e crescimento, depressão e solução...