Ela, a “Eterna Insatisfação”, aos 33.
Na verdade eu nem estava esperando (ou querendo), mas eles chegaram: os 33 anos. Estão no RG, na balança, no espelho, nos óvulos, no metabolismo, na serenidade, na cara de pau mais desenvolvida, na experiência profissional de 14 anos de RH, no apurado senso estético, no humor, na paciência que aumentou para algumas coisas e diminuiu muito para outras e os inevitáveis episódios de “já vi este filme”.
Faz tempo que não escrevo, e quero escrever sobre esse “tema 33”, utilizando um exercício que o Lucas, meu colega de trabalho, me indicou: Escrever 100 coisas relevantes da vida.
Quando recebi o “desafio” logo perguntei, o que é para se considerar como relevante? Discutimos e entendi que no meu caso ”relevante positivo” é o que transforma e “relevante negativo” é o que atrapalha muito (muito mesmo) a vida. Nem sempre o que foi continuará sendo, e o que não é hoje, pode tornar-se super relevante.
Hoje, escolhi 33 relevâncias desses 33 anos de vida de Kátia Melo:
1. Todas as minhas sessões de terapia, principalmente com a Cris. Nunca mais consegui chegar ao fundo do poço com a habilidade de antes, nem quero;
2. Terminar o curso Universitário, com gosto, e verdadeiros aprendizados para a vida e para o trabalho;
3. Ter contribuído com a formação profissional de algumas pessoas;
4. Meu casamento com Alexandre em todos os seus muitos aspectos, que me fizeram um ser mais desenvolvido;
5. Minha amiga Odiliana, mais que uma irmã, mesmo “meio de longe”;
6. O carnaval na Bahia (“eu sou da Bahia”);
7. Não guardar dinheiro;
8. Trabalhar na SAG;
9. Ter uma postura corporal muito ruim;
10. Morar perto da minha família;
11. Não dirigir;
12. Não bater de frente (isso, eu estou melhorando e já tenho resultados);
13. O curso de pinturas especiais, e cada parede que pintei;
14. Sentir felicidade pelo outro, em uma intensidade poderosa (Osana, Otávio e Flávia)
15. Meu trabalho na Talent, com pessoas tão especiais;
16. Não falar inglês;
17. Fazer meu primeiro estágio na Ford e conhecer “um novo universo”
18. Querer agradar a todos;
19. Mania de adiar;
20. Escolher Secretariado ao invés do Magistério;
21. Mania teimar em fazer o ótimo, e não fazer o bom;
22. A época que morei sozinha;
23. O Yôga, a mamoplastia, O RPG;
24. Meu trabalho na YKP e Cia
25. Pagar o convênio da minha mãe;
26. Julgar demais, os outros e a mim;
27. Amar os meus pais, do jeito que eles são, e que eu sou;
28. A morte de minha avó, que evidenciou o quanto dela está em mim e na maioria dos integrantes da família;
29. Minha amizade com Ale Yoshida;
30. O exercício de ficar sem falar mal um ano de uma pessoa (eu consegui!);
31. Por algumas vezes, perdoar de verdade
32. Não aprender que não devo passar por cima do meu feeling
33. A “eterna insatisfação”, que sempre esteve presente, diferente da insatisfação que leva pra frente e motiva, é a insatisfação com um fundo de frustração, amargura, arrependimento, inveja, uma coisa ruim, uma sombra...
Sinto que aos 33 anos a “eterna insatisfação” tem dias de ausência, muitos de latência e outros de explosão, que fazem sombra na alma, que a cada ano é mais leve mesmo assim. Boa aluna essa minha alma...
Ps. Saldo Positivo!
Um beijo,
